Salários na República Checa

Frequentemente me perguntam sobre os ordenados médios na Republica Checa, como ainda não estou cá há tempo suficiente para conhecer o mercado de trabalho sem ser da área em que trabalho, e é algo que muito raramente alguém comenta, nunca sei o que responder.

Hoje cruzei com o guia que se segue, pode ser bastanta útil para terem uma ideia dos salários praticados no país. Continuar a ler

Faz hoje, a esta hora, 3 meses que cheguei a Praga

Há precisamente 3 meses atrás, também num Domingo, chegava eu a Praga sem a mínima ideia de como iria ser a vida por cá.

Passei por muitas experiências más, mas ainda por mais experiências boas. No final o saldo está bastante positivo.

Já estou no meu apartamento há um mês e meio, confortável, estou também ambientado com o trabalho e com a cidade no geral. As amizades vão crescendo, o número de conhecidos também.

Em Portugal tenho um apartamento com cerca de 95metros quadrados, perto da praia, tinha um carro novo, ganhava o suficiente para ter uma vida confortável, milhares de amigos e conhecidos, a família e muito sol.

Em detrimento não tinha tempo para aproveitar o sol, muito raramente conseguia organizar jantares em casa (a malta em Portugal é complicadíssima para essas coisas), dava uso a menos de metade da casa, perdia pelo menos 2horas por dia em deslocações, fartava-me fazer horas extra no trabalho, não via possibilidades de evolução profissional e assistia todos os dias a uma evolução de uma já profunda depressão de todo o país.

Aqui em Praga vivo num apartamento com menos de 40metros quadrados, não tenho carro, não tenho aqui a família, ainda tenho poucos amigos e chove muito.

No entanto, Praga foi a resolução de muitos problemas da minha vida: o pequeno apartamento é bem no centro da cidade, demoro 10minutos a pé para o trabalho, demoro 12 minutos a pé para as ruas dos melhores bares e discotecas, tenho todo o tipo de lojas, serviços e supermercados a caminho, perco cerca de meia hora por dia em deslocações a pé (bastante saudável), o trabalho é tranquilo, raramente tenho que fazer horas extra e quando faço pagam-me, tenho oportunidades de evolução na carreira profissional, assisto diáriamente a uma evolução do país, a cidade tem muita vida, muitos eventos e locais para ir todos os dias e as pessoas com quem me dou parecem todas satisfeitas com a vida.

Não sei se cá ficarei o resto da minha vida, provavelmente não, mas cada vez estou mais convicto de que Portugal não é o meu país de eleição. Gostava de experimentar viver em Berlim, Amsterdão, Estocolmo ou Copenhaga e reformar-me em Liubliana.