Monster summer party

Ontem tivemos a festa de verão, no Havana Club. Era obrigatório vestirmos roupa preta ou branca, ou preta e branca. Cada trabalhador podia levar 1 acompanhante.

A festa começou às 7:30pm, haviam alguns petiscos e bar aberto. Cheguei por volta das 8:20pm, ainda só tinham chegado um terço das pessoas.

Fui sozinho, acabei por me sentar ao lado de um colega e da mulher, ambos da Polónia. A conversa foi interessante, falamos de como foi quando chegamos à Republica Checa, das diferenças culturais, de Cracóvia e de Praga. Pouco depois o grupo começou a crescer, mais colegas se juntaram a nós, começou a animar.

Por volta das 10pm o club estava cheio, tudo álcoolicamente bem disposto, a música começou a puxar para a dança e o ambiente mudou completamente.

Nomearam os 5 melhores vestidos e todos receberam prémios. Havia um muito cómico, vestido com uma camisa tipo toureiro.

Como o meu chefe tinha dito, foi uma boa oportunidade para conhecer pessoas da empresa. É impressionante como dos cerca de 200 presentes só conhecia a cara de uns 10, como o escritório tem 4 pisos, acabo por nunca me cruzar com grande parte das pessoas.

Não levei a minha máquina por achar que não estaria à vontade para fotografar o pessoal, que ainda não tenho muita confiança. Acabei pedir a máquina fotográfia emprestada a um colega que conheci e tirei fotos com toda a gente que lá estava. Foi o deboche.

Faz hoje, a esta hora, 3 meses que cheguei a Praga

Há precisamente 3 meses atrás, também num Domingo, chegava eu a Praga sem a mínima ideia de como iria ser a vida por cá.

Passei por muitas experiências más, mas ainda por mais experiências boas. No final o saldo está bastante positivo.

Já estou no meu apartamento há um mês e meio, confortável, estou também ambientado com o trabalho e com a cidade no geral. As amizades vão crescendo, o número de conhecidos também.

Em Portugal tenho um apartamento com cerca de 95metros quadrados, perto da praia, tinha um carro novo, ganhava o suficiente para ter uma vida confortável, milhares de amigos e conhecidos, a família e muito sol.

Em detrimento não tinha tempo para aproveitar o sol, muito raramente conseguia organizar jantares em casa (a malta em Portugal é complicadíssima para essas coisas), dava uso a menos de metade da casa, perdia pelo menos 2horas por dia em deslocações, fartava-me fazer horas extra no trabalho, não via possibilidades de evolução profissional e assistia todos os dias a uma evolução de uma já profunda depressão de todo o país.

Aqui em Praga vivo num apartamento com menos de 40metros quadrados, não tenho carro, não tenho aqui a família, ainda tenho poucos amigos e chove muito.

No entanto, Praga foi a resolução de muitos problemas da minha vida: o pequeno apartamento é bem no centro da cidade, demoro 10minutos a pé para o trabalho, demoro 12 minutos a pé para as ruas dos melhores bares e discotecas, tenho todo o tipo de lojas, serviços e supermercados a caminho, perco cerca de meia hora por dia em deslocações a pé (bastante saudável), o trabalho é tranquilo, raramente tenho que fazer horas extra e quando faço pagam-me, tenho oportunidades de evolução na carreira profissional, assisto diáriamente a uma evolução do país, a cidade tem muita vida, muitos eventos e locais para ir todos os dias e as pessoas com quem me dou parecem todas satisfeitas com a vida.

Não sei se cá ficarei o resto da minha vida, provavelmente não, mas cada vez estou mais convicto de que Portugal não é o meu país de eleição. Gostava de experimentar viver em Berlim, Amsterdão, Estocolmo ou Copenhaga e reformar-me em Liubliana.

Uma Sexta-feira normal

Saí do escritório às 7pm, cheguei a casa às 7:10pm, limpei a casa, cortei o cabelo, fiz o jantar, jantei, vesti-me, fui ter com os meus amigos à casa argentina, bebemos um copo, seguimos para o bar KU, depois fomos à bodeguita del medio, passamos pelo M1 e terminei a noite no Harleys bar.

É fantástico como o tempo rende nesta cidade e a variedade de sítios para ir.

Os meus pais e a minha irmã regressam a Portugal amanhã

Hoje estive com eles pela última vez antes de regressarem a Portugal, jantamos juntos no centro comercial de Pankrac.

Depois de estarmos juntos durante 13 dias, esta-me a custar a ideia de voltar a ficar sozinho. Almoçamos, jantamos e passeamos juntos todos os dias, adorei tê-los aqui perto de mim.
É estranho regressar a casa e não ter aqui as coisas da minha irmã, o silêncio, a falta da presença dela. Continuar a ler